21/05/2017

RESENHA #33 - ”ELE PRECISAVA IR” (LITERATURA NACIONAL) - FELIPE MELO

LIVRO:”ELE PRECISAVA IR” (LITERATURA NACIONAL)
AUTOR:FELIPE MELO
EDITORA:PÁGINA 42
PÁGINAS –96
1ª  EDIÇÃO 2014
CATEGORIA: LITERATURA BRASILEIRA
ASSUNTO: ROMANCE/FICÇÃO
ISBN: - 978-85-6459-071-7

LIVRO ELE PRECISAVA IR



CITAÇÃO:”Os fantasmas do homem têm sempre que ver com as dúvidas. Se todas as certezas fossem conhecidas, ou pelo menos as mais importantes, assombrações talvez fossem comuns apenas em cavernas, mas acontece que assim não o é, então, o autopsicólogo teve que confrontar seus monstros a fim de compreender as mensagens circulares. Começou a construir abstrações no mesmo formato, buscando em suas memórias mais distantes quaisquer tensões entre ele e as tais formas geométricas, mas sem um minuto havia se passado quando o sonolento enfim adormeceu.” (pág. 34)


ANÁLISE TÉCNICA:

-CAPA-

É marrom co uma égua beijado um moço e letras e números misturados.
É uma capa topo cartolina, um tanto mais rústica, porém não menos bonita.
Projeto gráfico: Marcelo Amado.

NOTA: 4,50 DE 5,00



-DIAGRAMAÇÃO:

As folhas são amareladas com letras pretas e algumas pretas com letras brancas.
Algumas ilustrações bem expressivas que mostram um pouco do enredo.

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Conteúdo: pensamento; índice; são 36 capítulos com títulos; e, ilustrações intercaladas.

Nenhum texto alternativo automático disponível.


Ilustrações: Carolina Mancini.
Projeto gráfico: Marcelo Amado.
Editor: Marcelo Amado.
encadernação: Brochura
formato: 15 x 15

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NOTA: 4,80 DE 5,00


- ESCRITA:

Narrativa descritiva em terceira pessoa desconhecida, em linguagem mais culta, embora acessível.
Alguns pequenos erros ortográficos, nada que atrapalhe a leitura.
Revisão: Celly Borges.

NOTA: 4,00 de 5,00


CITAÇÃO:”A guerra estava terminada e os números eram soberanos. Porém, sem as letras, o esperançoso ainda não poderia ler. Surpreendentemente, em tom de alento, o número nove sinalizou para ele que o problema estava resolvido. Após essa sinalização, convocou os números sobreviventes para retornarem ao até-então-desnumerado. Em debandada eles entraram pelas narinas, ouvidos e boca do agora-enumerado que repentinamente conseguiu se expressar com letras novamente. A tentar entender o que se passara, uma mensagem foi formada em sua cabeça com a semântica da solução. Como apenas números existiriam agora, os mesmos adotariam formações estratégicas e constituiriam letras, de maneira que o novamente letrado poderia se comunicar novamente, possibilitando ao remembrado colocar-se facilmente de pé. No entanto o excesso de pressão em um só ponto fez com que o céu sofresse nova rachadura e ruísse, recolocando o voador em queda livre.”(pág. 68)


SINOPSE:

“Se quem diz que não existe livre-arbítrio tem razão, não foi culpa dele a decisão de partir naquela manhã. Também não é culpa dele aquele mundo, aquela Natureza, aqueles iguais. Mas é de responsabilidade dele a descoberta das causas primeiras daqueles efeitos mundanos que os milênios não suavizaram, e portanto, é obrigação dele, suportar as consequências de tal conhecimento. Aquele é o mundo que o tempo não muda, e daquele mundo não restam muitos caminhos por onde escapar. Assim, que não se culpe a ele por ter tomado o caminho mais rápido, pois ele tinha pressa, ele precisava ir.


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RESUMO SINÓPTICO:

Ele resolveu viajar para viver tudo que achava necessário em sua vida.
Não sabia para onde, mas precisava aplacar a angústia que o dominava, as visões prazerosas que sonhava às noites.
Ele: o observador, sonhador, corajoso, viajante, negociador, assustado, romântico, curioso, mensageiro, duvidoso, atrevido, assertivo, pensador, distraído, adormecido, consciente, leitor, afoito, apressado, desentendido, desletrado, castigado, transtornado, energizado, desastrado, elevado... e outros tantos ‘sujeitos’, aproveitou cada local por onde passava, cada transformação que sofreu, cada aprendizado que viveu...
Em sua caminhada, descobriu que poderia ser quem quisesse e era responsável por todas suas ações e consequências.


ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTOR:

Já leram algum livro de ficção totalmente “louco”? Pois esse é um deles...
Uma loucura obsequiosa e completamente desconexa, onde aparentemente nada tem haver com nada, entretanto, a viagem alucinatória do escritor, nos leva ao entendimento por partes dos fatos narrados onde descobrimos, através das situações, conceitos cotidianos, onde as partes fazem parte de um todo desconhecido e questionável.
Entenderam alguma coisa? Pois é assim que nos sentimos no decorrer da leitura, para no final, aprendermos que para cada atitude tomada, existe uma reação inesperada, porém devastadora em igual intensidade. (Meio que lei da física!).
A compreensão chega de súbito, como um ‘insight’ íntimo de que nada é aleatório ou em vão. Tudo faz parte de um todo não perceptível no início e completamente pleno no final...
É um livro de metáforas, de parábolas, de comparações esdrúxulas, estranhas e que fazem total sentido no final da trajetória.
É uma fantasia no literal sentido da palavra, uma fantasia interior, retratada pelo autor, de um mundo onde ele gostaria de viver, entre: as letras, números, seres inanimados que pensam e expressam sentimentos, um mundo experimental carregado de significado.



NOTA :4,00 DE 5,00

Emoticon triste



SOBRE O AUTOR:

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Apesar de rascunhar desde criança, Felipe Melo resolveu trilhar um caminho, mais fácil até a literatura: graduou-se em Engenharia da Computação e tornou-se mestre em Ciência da Computação. Como não enxerga a vida sem a arte e acredita que nem só de escrever softwares vive o homem, resolveu escrever também esse livro, em uma tentativa de materialização do mundo surreal no qual tanto deseja viver.



cheirinhos

Rudy





10 comentários:

  1. Eitaaaa que livro complexo!!
    Mas ao mesmo tempo, desafiador e curiosa!
    Vou anotar aqui e se puder, quero ler sim!
    Apesar de achar que eu não vá entender, rsrsrs
    bjs

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  2. Livro complicado kkkk
    No momento eu não o leria. Posso até mudar depois, mas hoje ele não me atraiu muito 😂😂😂

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  3. Oi Rudy.
    Gostei da primeira mas não acha que ler esse livro O fato dele ter uma escrita mais curta também não me conquistou muito não já que tenho um pouco de dificuldade de entender palavras assim mas adorei a capa e curti bastante a história.
    Bjs.

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  4. Olá Rudy!!
    Livro meio complicado, sou meia lenta para entender certas escritas, esse eu vou passar!!!

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  5. Pela capa imaginamos um enredo simples e parece que é super diferente, uma verdadeira viagem. Fiquei curioso para conhecer o que essa história propõe.

    *☆* Atraentemente

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  6. Esqueci de dizer que adorei as ilustrações. rsrs

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  7. Olá Rudy,
    Gostei muito as ilustrações com certeza aproveitou bastante da leitura. A trama e bem complexa e interessante, a historia me pareceu algo bem antigo mas mesmo assim permaneceu uma trama incrivel.

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  8. Oi, Rudy!
    Gostei muito da sua resenha, como sempre bem escrita.
    O livro em si, não me atraiu, então, dessa vez deixo passar a dica.
    Beijinhos.

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  9. Oi Rudy! Uau, que livro!
    Adorei as ilustrações também! Está na listinha!! <3

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  10. Um livro um tanto complicadinho, talvez seja um pouco reflexo de nossas vidas, as coisas ocorrem sem um aparente sentido e só depois a reunião dos fatos nos levam ao entendimento das coisas anteriores e que tudo acontece por um sentido.
    Gostei bastante dessa loucura e quero ainda ter a oportunidade de conferir ele.

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Adoro ler seus comentários, portanto falem o que pensam sem ofensas e assim que puder, retribuirei a visita e/ou responderei aqui seu comentário.
Obrigada!!
cheirinhos
Rudy