Olá alegres e felizes!
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Rudy
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Bem-vindo ao Meyerverso! 💫 O dia em que precisei marcar uma reunião comigo mesma (e com a Sophie)Sobre identidade criativa, limites e a arte de trocar de pele
Se você entrasse no meu home office em uma tarde qualquer, veria uma tradutora concentrada em prazos rigorosos, revisando frases como quem resolve um quebra-cabeça delicado. Mas, se olhasse mais de perto, perceberia que aquela cadeira está bem ocupada por mais de uma pessoa. Muita gente me pergunta como eu concilio a carreira de tradutora com a de autora. A resposta curta é: eu não concilio sozinha. Eu tenho ajuda da A.C. Meyer. E, em certos dias, preciso literalmente sentar para conversar com as duas. Personas ou melhores amigas?Para mim, a Sophie não é apenas um pseudônimo na capa de um livro. Eu encaro as duas como personas completamente separadas. A ponto de eu falar da Sophie como se ela fosse outra pessoa. E sim, eu sei que isso soa um pouco peculiar. Mas quem escreve entende que cada história pede um corpo diferente para habitar. Existe um interruptor mental que eu preciso virar. Quando a Sophie assume o teclado, o clima muda. A voz muda. O ritmo muda. O romance ganha outra textura. É como se eu cedesse o lugar para que ela conte a história dela, enquanto a Andreia tradutora ou a A.C. Meyer dão um passo atrás para tomar um café. Não é teatro. A reunião necessáriaTeve um dia em que percebi que as três estavam falando ao mesmo tempo. A tradutora preocupada com prazo. Eu estava cansada. E, mais do que isso, estava confusa. Então fiz algo que pode parecer simples, mas mudou tudo: marquei uma reunião comigo mesma. Sem planilha. Eu sentei e perguntei: E a resposta veio clara. Trocar de pele é um ato de coragemEscrever sob nomes diferentes não é fugir de mim mesma. A A.C. Meyer carrega o romantismo, a esperança, o afeto que cura. As duas são verdadeiras. Mas elas não escrevem do mesmo lugar emocional. E respeitar isso foi libertador. Conciliação não é equilíbrio perfeitoEu não tenho uma fórmula impecável. Às vezes, a tradutora invade o horário da autora. E tudo bem. O segredo não é controlar todas as vozes. No fim das contasTalvez a maior lição dessa “reunião” tenha sido perceber que não preciso escolher entre uma ou outra. Posso ser múltipla. Escrever é isso também: reconhecer que a criatividade não é linear. Ela é coral. E, se você me perguntar hoje como eu concilio tudo, eu diria: Eu não concilio. E, quase sempre, a conversa termina com alguém dizendo: |
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Bem-vindo ao Meyerverso! 💫 Onde o conforto termina e a escrita começa #024Sobre sair da zona segura, ouvir o coração e se permitir brincar outra vez
Escrever é, por natureza, um ato de exposição. Uma linguagem que dominamos. Para mim, essa casa sempre teve o cheiro do agora. Até que, em algum momento recente, eu decidi abrir mão do conforto. Caminhar sem GPSSair da zona de conforto na escrita não é, necessariamente, trocar de gênero. É se permitir explorar tempos que não vivi. Escrever sem GPS é isso: Desaprender também faz parteQuando a gente escreve fora do lugar conhecido, não é só a técnica que muda. A pesquisa cansa. E a pergunta vem, insistente: Talvez porque repetir o que já dominamos não seja crescimento. Quando a magia aconteceA resposta nunca vem no planejamento perfeito. Quando um cenário começa a ganhar textura. É ali que a escrita deixa de ser confortável e volta a ser mágica. Escrever também é brincarMe permitir escrever coisas diferentes - em tom, contexto ou imaginário - me lembrou de algo essencial: Porque era curioso. E é isso que eu quero da escrita: Hoje, eu escrevo assim: Ainda estou construindo. E, às vezes, isso basta. E você? P.S.: Talvez esse ar revigorante que mencionei venha de uma época que não vivi… mas que comecei a vivenciar através das palavras bem de perto. Em breve, convido vocês a caminharem comigo por essa nova rota.
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Rudy
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Bem-vindo ao Meyerverso! 💫 A ciência (nada exata) do conforto literárioPor que voltamos para certas histórias como quem volta para casa?
Existem dias em que o mundo parece barulhento demais. Histórias leves costumam ser chamadas de escapismo. Mas o que, afinal, faz um livro ser um abraço em forma de papel? 1. A certeza do final (e do sentimento)No conforto, o final feliz não é um spoiler - é uma promessa. 2. O micro sobre o macroLivros de conforto costumam focar no pequeno. 3. Personagens que são espelhos (e amigos)Sabe aquele personagem que parece que entenderia exatamente o que você está sentindo agora? Escrever conforto também dá trabalhoÀs vezes, existe a ideia de que escrever algo leve é mais fácil. Porque o conforto só funciona quando é honesto - e honestidade nunca é simples. Recentemente, ao escrever Depois Daquele Beijo, percebi o quanto eu mesma precisava dessa leveza. Escrever sobre o amor que cura acaba curando a escritora também. E para você?O conforto literário diz muito sobre quem somos e sobre o que precisamos naquele momento. Se você pudesse morar dentro de um livro por um final de semana, qual seria? Vamos conversar nos comentários. |
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