11/03/2018

RESENHA #09 - “TARTARUGAS ATÉ LÁ EMBAIXO” - JOHN GREEN


LIVRO: “TARTARUGAS ATÉ LÁ EMBAIXO”
TÍTULO ORIGINAL: “TURTLES ALL THE WAY DOWN”
AUTOR: JOHN GREEN
TRADUÇÃO: ANA RODRIGUES
EDITORA: INTRÍNSECA
PÁGINAS –270
  EDIÇÃO 2017
CATEGORIA: FICÇÃO AMERICANA
ASSUNTO: FICÇÃO
ISBN: - 978-85-510-0203-2

Tartarugas Até Lá Embaixo

CITAÇÃO:

“[...] Mas eu estava começando a entender que a vida é uma história que contam sobre nós, não uma história que escolhemos contar.” (pág.09)

“[...] Qualquer um pode olhar para você, mas é muito raro encontrar quem veja o mesmo mundo que o seu.” (pág. 16)

“[...] O verdadeiro terror não é ter medo, é não ter escolha senão senti-lo.” (pág. 28)

ANÁLISE TÉCNICA:

-CAPA-

Branca com espirais laranjas e título/autor preto.
Confesso que a primeira vez que vi essa capa, achei simples demais para um autor de renome como o John Green. Achei muito sem criatividade, mas ao mesmo tempo, fiquei intrigada, afinal, para tudo se tem um por quê...Mas, quando se lê essa obra profunda, entende-se o porque das espirais e tuo passa a ter um sentido melhor.
Adaptação da capa e lettering: Antonio Rhoden/ô de casa.
Arte da capa: Rodrigo Corral.
Ilustração de capa: ©2017 by Sharon Bong e Cheryl Morris.
Imagem criada por Sharon Bong, com base na arte original de Cheryl Morris.

NOTA: 4,00 de 5,00

-DIAGRAMAÇÃO:

As folhas são amareladas com letras pretas um pouquinho abaixo da média. As três primeiras folhas são preta e cinzas com letras brancas e pretas.
Conteúdo: dedicatória; pensamento; vinte e três capítulo apenas numerados por extenso; e, agradecimentos.
Impressão: Geográfica.
Papel de miolo: pólen soft 70g/m²
Papel de capa: cartão supremo alta alvura 250g/m²
Tipografia: ITC Legacy Serif
Feita por: Julio Moreira/Equatorium Design.

NOTA: 4,50 de 5,00

- ESCRITA:

A narrativa é descritiva em primeira pessoa pela protagonista Aza. Diálogos rápidos e de linguagem com fácil entendimento. A descrição é bem intensa e detalhada, devido a demonstração das sensações da protagonista. Para alguns leitores pode ser um tanto cansativa em determinados trechos, para mim, que gosto dos detalhes, achei ótima.
Como a leitura é dinâmica e envolvente, não percebi erros gritantes que chamassem a atenção.
Revisão: Giu Alonso.

NOTA: 4,70 de 5,00

CITAÇÃO:

“-Eu não me incomodo – falei. –Quem vê o mundo como ele realmente é se preocupa. A vida é preocupante mesmo.” (pág. 55)

“[...] A frase de Lyle ressoava em minha mente: Então você sabe como é. Não, eu não sabia. Não exatamente. Toda perda é única. Não dá para saber como é a dor de outra pessoa, da mesma forma que tocar o corpo de alguém não é o mesmo que viver naquele corpo.” (pág. 164)

“Talvez eu tenha estragado tudo. Mas, se eu não tivesse feito o que fiz, sei que ainda haveria uma dúvida, ela só seria outra. A vida é uma sequência de escolhas entre incertezas.” (pág. 177)

SINOPSE:

“Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo.

A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido - quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro - enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Repleto de referências da vida do autor - entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância -, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e - por que não? - peculiares répteis neozelandeses.”


CITAÇÃO:

“Pensamentos são só um tipo diferente de bactéria, nos  colonizando. Pensei sobre o eixo cérebro-intestino. Talvez você já seja território dominado. Os detentos agora comandam a prisão. Não uma pessoa, mas uma multidão. Não uma abelha, mas toda a colmeia.” (pág. 213)

“ – A loucura da riqueza – resmungou minha mãe. – às vezes você acha que está aproveitando o dinheiro que tem, mas o tempo todo é o dinheiro que está se aproveitando de você. – Ela baixou os olhos para a xícara de chá, depois me encarou. – Mas só se você idolatrá-lo. Você serve àquilo que idolatra.” (págs. 250/251)


RESUMO SINÓPTICO:

AZA HOLMES estuda na Escola em Indianápolis, WHITE RIVER HIGH SCHOOL. Tem de se esforçar muito para acompanhar as aulas e ser uma boa aluna, pois seus pensamentos divagam e a levam em espirais que se afunilam e a deixam aprisionada em um mundo interior só dela. Tem dezesseis anos, procura ser boa filha e amiga de DAISY RAMIREZ e MYCHAL TURNER, os únicos que conseguem conviver com ela, já que tem transtorno de ansiedade  e TOC. O grande amor de sua vida é HAROLD, um Toyota Corolla da sua idade, deixado pelo pai.

DAVIS PICKETT é vizinho e ex-colega de escola de Aza. Ela sempre sentiu um tipo de ‘atração’ por ele, talvez por serem um pouco parecidos em termo de comportamento. Ele é riquíssimo. O pai de Davis, RUSSELL PICKETT, desapareceu e estão pagando um pequena fortuna para quem der informações que possam chegar a Russel.

Daisy sabendo da amizade de Aza com Davis, insiste para que o procure para que possam ter informações dos últimos passos de seu pai. Aza não gosta nada da ideia de bancar a detetive em busca do pai de Davis, mas pela amiga, resolve procurá-lo e começam uma reaproximação que apesar dela gostar, ativa ainda mais sua ansiedade e ‘a viagem’ em suas espirais...

Ela continua com seu tratamento com a Doutora e já dura muitos anos. Evita tomar a medicação por achar que não está dando resultado, evita ao máximo se alimentar, porque acredita que as bactérias em seu intestino poderão levá-la à morte. Tem sentimentos conflituosos e intensos que a confundem e a levam a uma profusão de pensamentos e sensações arraigados. É muito sofrimento para ela.

Nas buscas pelo pai de Davis, ela e Daisy descobrem algo inesperado e ficam na dúvida que atitude tomar.
Lembra-se que apesar de todo sofrimento, dor, dúvidas e da vida que tem, tem de seguir em frente, porque é assim a vida...


CITAÇÃO:

“- O problema dos finais felizes é que ou não são realmente felizes, ou não são realmente finais, sabe? Na vida real, algumas coisas melhoram e outras pioram. E aí a gente morre.” (pág. 258)

“[...] Então me dei conta de algo que ele já devia saber: as espirais vão se fechando até o infinito quanto mais mergulhamos nelas, mas também se ampliam até o infinito à medida que saímos.” (pág. 264)

“E você faria isso, e, ao escrever, perceberia que amar não é uma tragédia ou um fracasso, mas um presente.” (pág. 265)



ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTOR:

Logo que o livro foi lançado, fiquei com uma imensa vontade de poder ler, entender a capa e saber qual significado ela tinha, sem contar que os livros que trazem transtornos psicológicos, sempre chamam minha atenção, já que sou psicóloga e gosto de entender, conhecer e ver qual abordagem é dada pelos autores.

Depois de feita a leitura, passei vários dias, e, confesso que até hoje, muitas vezes ainda me vem a mente, alguns trechos e citações do livro. Foi uma leitura intensa que permitiu entender um pouco mais sobre as sensações que alguém que tem transtorno de ansiedade e TOC, sobre como as pessoas tratam, não compreendem o quão profundo é pensamento  e as reações que  essas pessoas tem e o quanto é difícil conviver e superar todas as dificuldades.

O livro é bem escrito, mesmo que possua algumas partes bem descritivas e podem tornar a leitura cansativa para alguns leitores, o que não foi o meu caso, porque gosto dos detalhes e poder acompanhar detalhadamente tudo que acontecia na mente da protagonista, foi até de certa forma estimulante. E talvez tenha sido bem escrito, não apenas pelo autor ser renomado, mas pelo fato de ele também ter a doença e manter tratamento até hoje, com melhorias que ele diz serem visíveis e palpáveis. Não tem como ser um livro ruim, a partir do momento que são experiências que ele próprio sentiu na pele e no pensamento...

Embora seja uma visão mais adolescentes, tornando as sensações mais exacerbadas e extremadas, bem como as dificuldades de relacionamento.

Não tenho muito mais a falar, afinal, na minha concepção, é um daqueles livros que tem de ser lido e trará ao leitor, suas próprias conclusões e opinião.

É um livro forte, intenso, tem um pouco de suspense por causa do mistério, tem um pequeno clima de romance e tem principalmente grandes reflexões que devem ser ponderadas e aprendidas.

NOTA : 5,00 de 5,00

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SOBRE O AUTOR:

Foto -John Michael Green

John Green cresceu em Orlando, Flórida, a uma pequena distância da Disney World. Se mudou para Ohio para cursar a universidade, onde estudou Inglês e Religião. Por vários meses antes se graduar, John trabalhou como capelão em um hospital infantil. Enquanto estava lá, teve a inspiração para escrever seu primeiro romance, Quem É Você, Alasca?, que se tornou um bestseller nos Estados Unidos e ganhou muitos prêmios literários, como o Michael L. Printz Award nos EUA e o Silver Inky Award na Austrália. O segundo romance de John, An Abundance of Katherines, foi publicado em 2006 e se tornou finalista do Los Angeles Times Book Prize e também nomeado livro de honra do Michael L. Printz. Paper Towns, publicado nos EUA em 2008, estreou em quinto lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times e ganhou o Edgar Allan Poe Award pelo melhor romance de mistério. Em 2009, Paper Towns foi eleito em primeiro lugar por mais de 11 mil leitores no Top 10 dos Adolescentes da American Library Association.

No seu tempo livre, John é um grande fã do Campeonato Inglês de Futebol, mas ele não fala para que time torce, porque não quer alienar possíveis leitores.


CHEIRINHOS
RUDY





26 comentários:

  1. Bom dia!
    Fantástica postagem!!

    Beijos e uma excelente semana.

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    1. Cidália!
      Boa noite!
      Obrigada pelo carinho e pela atenção!
      Boa semaninha!
      cheirinhos
      Rudy

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  2. Quando vi este livro também pensei na simplicidade da capa. Parecia não condizer com o trabalho maravilhoso de John.
    Daí, começaram as resenhas e isso meio que dividiu os leitores. Uns amaram demais, outros odiaram demais.
    E eu? Curiosa demais.rs
    Ainda não tive a oportunidade de conferir o livro,mas não vejo a hora de conseguir fazer isso.
    Até pela síndrome, que preciso aprender um pouco mais.
    Beijo

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    1. Tem de ler.
      Obrigada pelo carinho e pela atenção!
      Boa semaninha!
      cheirinhos
      Rudy

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  3. Oi Rudy!
    Que bom que você gostou do livro no geral!
    Eu já vi várias resenhas deste livro e foram bem divididas, confesso que pelo quotes que tive oportunidade de ler o livro parece muito bonito de se ler. Ainda assim apesar de adorar as histórias que o autor escreve, sempre acho a leitura um pouco arrastada pra mim o que me faz ficar um pouco receosa com os livros dele de forma geral. Vamos ver se esse é diferente.
    Bjs

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    1. Catarina!
      Cada leitor tem sua própria experiência ao ler um livro.
      Obrigada pelo carinho e pela atenção!
      Boa semaninha!
      cheirinhos
      Rudy

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  4. https://poemasdaminhalma.blogspot.pt/
    Olá Rudy, obrigada pelo simpático comentário de homenagem às mulheres...na verdade somos todas guerreiras quando lutamos pelos valores que defendemos. Oi Rudy, quanto ao livro não comento o que não conheço. Mas posso comentar a sua alegria de viver, tudo tem realmente a ver com a sua maneira de ser e toda essa simpatia, espontaneidade e energia boa que tem dentro de você. Amei!
    Beijinho Rudy e seja muito feliz.
    Luisa Fernandes

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    1. Luísa!
      Alegria de viver sempre!
      Obrigada pelo carinho e pela atenção!
      Boa semaninha!
      cheirinhos
      Rudy

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  5. Olá Rudy!!
    Estou doida pra ler esse livro, já li muitos elogios ao livro e achei legal o autor escrever a respeito do TOC, uma doença que muitos desconheçe, gostei muito da resenha e quero muito ler o livro assim que possível!!

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    1. Lucia!
      Quem sabe ganha no top?
      Obrigada pelo carinho e pela atenção!
      Boa semaninha!
      cheirinhos
      Rudy

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  6. Nunca li nada deste autor, acredita? Até conheço alguns titulos mas sempre desisto deles quando estou numa livraria. Já vi muitas resenhas deste livro e com certeza ser´o primeiro que lerei dele.

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    1. Catarine!
      Os títulos as vezes enganam.
      Obrigada pelo carinho e pela atenção!
      Boa semaninha!
      cheirinhos
      Rudy

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  7. Eu quero muito ler esse livro, e a cada resenha que leio aumenta mais esse desejo. Eu também gosto de enredos mais descritivos e que dosam o tempo sem avançar de forma desesperada na trama. Sua análise está perfeita.

    *☆* Atraentemente *☆*

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    1. Evandro!
      Quem sabe ganha no TOP?
      Obrigada pelo carinho e pela atenção!
      Boa semaninha!
      cheirinhos
      Rudy

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  8. Pela sua resenha deu pra ver que é muito bom e intenso, que nos toca.
    Por isso gosto muito dos livros do João Verde, ele sempre arrasa na emoção e nos toca tão profundo, que nunca nos esquecemos dos aprendizados que obtemos com a leitura de seus romances.
    Quero ler logo e saber mais sobre a Aza.
    Ai tô com medo de ser arrebenta coração igual o A culpa é das estrelas kkk
    bjoss

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    1. Ana!
      João Verde foi ótimo....kkkk
      Obrigada pelo carinho e pela atenção!
      Boa semaninha!
      cheirinhos
      Rudy

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  9. Tbm amo livro com essa temática. Mas desisti do autor. Amo livros super detalhados. Bastante até.
    Só que sempre achei os livros do autor bem enfadonhos e redundantes. Gostei da resenha.

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    1. Halana!
      Uma pena que ache os livros dele enfadonho, como gosto dos detalhes, não acho tanto assim.
      Bom final de semana!
      cheirinhos
      Rudy

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  10. Nunca li nada do John Green, morro de medo de decepcionar. Mas esse em especial, estou muito curiosa pelo tema do TOC e tudo mais, principalmente por eu ser da área da psicologia. Foi bom conferir a sua resenha, me deixou mais animada.

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    1. Eduarda!
      Não sabia que era da área de psicologia, que bom colega de profissão.
      Só lendo para saber, não é mesmo?
      Bom final de semana!
      cheirinhos
      Rudy

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  11. O autor cria algo sem sentido apenas para tentar criar um choque no leitor. É o que acho a respeito dos livros de Green. Pelo menos A culpa é das estrelas e Tartarugas até lá embaixo. É tudo muito superficial e até mesmo sistemático. Os diálogos não parecem fluir naturalmente e acho que ele poderia ter detalhado mais a respeito da doença de Aza. Tratar isso com mais... profundidade. Acho que seria essa a palavra. Mas, apesar disso eu gosto bastante dos livros dele. Não acho cansativo, pelo menos para mim. E sim, ele poderia parar com essa mania de romantizar tudo, até mesmo doenças, o que infelizmente acaba ficando em segundo plano.

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    1. Larissa!
      Descreveu perfeitamente a forma como o autor escreve, mas ainda assim, gosto dos livros que li dele.
      Bom final de semana!
      cheirinhos
      Rudy

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  12. Oi, Rudy!
    Não curto descrição bem detalhada, narrações assim geralmente me cansam, mas pretendo arriscar a leitura de Tartarugas até lá embaixo, acho o assunto abordado no livro - o TOC - bem interessante e gostaria de descobrir como o John Green o abordou...
    Bjos, valeu pela dica. Uma abençoada semana pra você!

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    1. Any!
      Leia mesmo, temos de desmestificar a leitura.
      Obrigada!
      Desejo um mês de luz e bençãos!
      cheirinhos
      Rudy

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  13. Oi Rudy, tudo bem com você?
    Eu amei esse livro, pois o autor trabalha de forma sutil temas impactantes.
    Bjkas

    http://www.acordeicomvontadedeler.com/

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    1. É verdade, apesar de alguns detalhes terem me incomodado.
      Gratidão!
      Bom final de semana!
      cheirinhos
      Rudy

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Adoro ler seus comentários, portanto falem o que pensam sem ofensas e assim que puder, retribuirei a visita e/ou responderei aqui seu comentário.
Obrigada!!
cheirinhos
Rudy