Antes mesmo de escrever a primeira linha de Operação Killian, eu já sabia quem ele era.
Killian surgiu inteiro. Com presença.
Como se, de alguma forma, ele sempre tivesse existido, mas estivesse esperando a história certa para entrar em cena.
Não precisei descobrir sua voz. Ele já falava.
Não precisei inventar sua postura. Ele já andava, observava, decidia.
O que eu precisei… foi acompanhá-lo.
Killian não é um mocinho.
Também não é exatamente um vilão.
Ele é o tipo de personagem que caminha pelas sombras, um anti-herói, mas com um código de honra muito próprio.
E essa foi uma das primeiras coisas que anotei sobre ele:
“Faz o que precisa ser feito. Mas nunca sem motivo.”
“Não desperdiça palavras. Nem balas.”
“Não precisa de redenção, ele só quer sobrevivência.”
Durante o processo, escrevi coisas que não entraram no texto final, mas que ajudaram a moldá-lo por dentro. Como essa:
Killian cresceu entendendo que confiança era uma moeda rara. E que sentimentos são, quase sempre, fraquezas disfarçadas de desejo.
Esse tipo de frase me ajudava a manter o tom dele mesmo nos momentos mais intensos.
A parte mais instigante de escrever o Killian não foi a frieza.
Foi o contraste.
Como alguém que aprendeu a se isolar reage quando começa a se importar?
Como um homem que vive de controle absoluto lida com algo que escapa totalmente das suas mãos?
Como alguém que escolheu viver só consegue formar uma unidade. Uma aliança?
Killian é um paradoxo.
E eu adoro personagens assim: que não cabem numa única definição
Nome: Killian Voss
Idade: 35 anos
Profissão: Oficialmente? Assassino. Depois de conhecer a Vivian… bem, depende da missão.
Ponto fraco: Não admite que tem um. Mas eu sei que tem.
Arma favorita: Inteligência.
Inspiração visual: Theo James em Divergente.
Estilo de fala: Direto. Poucas palavras. Zero paciência para rodeios.
Killian tem uma trilha que reflete perfeitamente quem ele é: intensa, elegante, sombria em alguns momentos, mas com rachaduras de emoção que surgem quando ninguém está olhando.
Algumas faixas parecem ter sido escritas pra ele. Outras, são puro contraste. E todas acompanharam minha escrita como se fossem parte da própria história.
Destaques da playlist:
Everybody Wants to Rule the World (Lorde) – porque controle é parte de quem ele é. Mas também daquilo que mais teme perder.
Run (OneRepublic) – há coisas das quais ele nunca fugiria… e outras que prefere deixar enterradas.
Too Sweet (Hozier) – talvez Killian não seja doce. Mas essa música carrega exatamente o tipo de provocação silenciosa que vive dentro dele.
Panic Room (Au/Ra) – como se o próprio mundo interno dele tivesse uma porta trancada.
The First Time (Damiano David) – para os momentos em que ele baixa a guarda. Ou tenta.
Essa trilha não foi criada só para ambientar a história. Ela me ajudou a entender o ritmo, o silêncio e a intensidade do Killian.
O que mais me impactou em Operação Killian não foi apenas conhecer esse personagem misterioso e cheio de camadas.
Foi perceber que, ao escrever sobre ele, eu também descobri partes novas de mim.
Descobri que sou capaz de contar uma história diferente dos meus habituais romcoms, com uma narrativa mais séria, mais intensa, mas sem perder o meu toque divertido, que sempre se faz presente (e ainda bem).
Descobri que poderia experimentar novos ritmos, criar tensão, construir ganchos viciantes e, ainda assim, manter a emoção.
Receber o feedback dos primeiros leitores, dizendo que esse é um livro cinematográfico, impossível de largar, com cenas que pulam da página como se fossem filme… foi um presente.
Mas mais do que isso: foi uma confirmação.
De que cresci como escritora.
De que posso ousar.
De que vale a pena escrever com coragem.
Porque, no fim, não importa o gênero, o tom ou a estrutura.
Seguir o coração ainda é, e sempre será, o melhor caminho que um autor pode escolher.
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💛 Criar personagens é o meu jeito favorito de explorar o que existe entre o certo e o errado, entre o controle e a entrega. E essa newsletter é onde compartilho esses bastidores com você. A cada 15 dias, sempre às quintas, o Meyerverso te convida para entrar (com cuidado) no coração das minhas histórias. Nos vemos na próxima edição! ✨